quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Comer, comer..

Na minha família, cozinhar bem é herança que, despretenciosamente passa de mãe pra filho. Simples assim.

Minha avó Hilda é uma ótima cozinheira, autodidata na arte de fazer com que nos fartemos a cada nova visita.
Minha tia Lucimar faz bolos maravilhosos, salgadinhos, sonhos e uma batata recheada maravilhosa. 

E minha Mama? Claro, não podia faltar. Todos na minha cidade sabiam que a Tereza era uma cozinheira de mão cheia. E o que ela não sabe, busca, aprende e repete direitinho. Ela ama o Edu Guedes, Ana Maria Braga e Palmirinha Onofre.
Aqui em casa tem uma caixa cheeeeeia de livros e revistas com receitas. Tem um caderno escrito cuidadosamente, com todos os truques e recortes carinhosamente tirados de rótulos de gelatina, latas de leite condensado e outros produtos. Um verdadeiro tesouro guardado com muito amor. Afinal, é a mesa que as famílias se reúnem no natal, no almoço de domingo  e em comemorações que vão das mais simples até as mais luxuosas.

Na minha família, é normal você chegar em casa e não ver ninguém na sala, anda mais uns passos e chega até a cozinha. Todos estão lá, conversando e comendo, claro. 

Minha mãe sempre nos ensinou tudo, desde como fazer o bolo até lavar a louça e arrumar a sujeira que ficou.
Enquanto ela fazia as massas, eu untava a assadeira e minha irmã mexia o beijinho do recheio, depois eu o brigadeiro da cobertura. Disputávamos quem ia raspar a panela ou jogar o granulado por cima do bolo pronto. 
Ás vezes uma massa dava errado ou quebrava, e nós comíamos, passando um pedaço no fundo da panela do brigadeiro. Era um verdadeira diversão. E depois, claro, ainda tinha o bolo, que, se não fosse para encomenda, nós comeríamos no dia seguinte pois precisávamos esperar esfriar. 

Nos almoços, sempre tem lasanha, minha mãe ensinou a Cáu fazer o molho e como montar certinho. 
E ela aprendeu, tanto, que auxilia minha mãe nesse departamento. 
Eu tomo conta do arroz, que, modéstia a parte é branco e soltinho como na propaganda do Knorr meu arroz.  Rs.

Gosto de fazer bife á milanesa, macarronada, filé de frango, costela com batata e o prato que vou mostrar para vocês hoje. Carne moída com legumes ao molho. 

Fiz um pequeno making of, com fotos das etapas para que vocês possam ver que realmente fui eu quem executou todo o processo.  Fiz um arrozinho branco também, para acompanhar. 
Como não tinha molho de caixinha, improvisei um molho com tomates frescos. 

Na carne eu usei: 

500 gramas de carne moída. 
 1 caldo de carne.
Alho á gosto.
Sal á gosto (manere, pois no caldo já tem sal).
4 batatas grandes picadas em cubos médios.
1/2 pimentão picado.
1 cenoura cortada em rodelas finas.

Para o molho usei.

4 tomates grandes ( ferva os tomates em água pura até soltar a pele).
1 cebola média.
Salsa 
Cebolinha
Azeite de Oliva á gosto
Sal a gosto

Coloque tudo no liquidificador bata até ter uma consistência de molho de tomate.
Se ficar um pouco pálido, pode colocar urucum/coloral para ficar com mais cara de molho. 
Mas não exagere, pois fica com um gosto amargo. 

Para a carne, coloque para fritar na panela, o alho e o caldo de carne. 
Depois acrescente a carne, deixe refogar até desmanchar os pedaços e ficar bem soltinha. 
Depois coloque a batata, o pimentão e a cenoura. 
Cubra com o molho e mais um copo dágua. 
Tampe a panela e diminua o fogo, até que as batatas e a cenoura cozinhem. 
Depois tire a tampa, aumente o fogo para engrossar o molho. 

O cheiro fica ótimo por causa do pimentão e serve até de papinha pra nenem, desde que amasse as batatas. Então, quem tem filho pequeno, não precisa fazer uma papinha separada.

Acho que é isso, eu amei, ficou bem gostoso. 

Vejam nas fotos e me digam se aprovam. 
Beijo, eu os amo.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Um porre.

Nunca gostei de bebida alcoólica. Mas nem é uma questão de caretisse nem nada.
É mesmo porque não gosto do cheiro, nem do gosto.
Com o tempo descobri que não precisamos beber para entrar em estado de felicidade, nem precisamos beber quanto estamos tristes e que porres públicos são feios e a sua dignidade quase sempre vai embora junto com o vomito. rsrs.

O caso é, nunca tomei um porre daqueles de entrar pra história.
Mas, como amiga leal que sou, já curei enumeros outros porres. 
Sempre fui uma espécie de guardiã. E hoje, vou contar um, que, pra mim foi o melhor de todos.

Vamos chamar a minha amiga, personagem dessa historia, de Nega, porque é assim que eu chamo ela.

Ela e eu decidimos que aquela noite ia ser nossa, iríamos arrasar.
Era um bailinho, na verdade era um forrózão mesmo, numa igreja da minha cidade, o que é bem típico por lá, não se espantem. 
Uma poeeeeiraa absurda, um monte de gente suada e pisando nos nossos pés.
Mas assim mesmo, a noite seria nossa.

Logo no começo Nega me disse:  Amiga, olha lá o Fulano, tá com a Fulana e danou chorar.
Eu dei um sacode nela acorda menina, olha pra você, magnifica, toda trabalhada na elegância, uma gata.
Ela disse então a frase fatal: Vou beber todas nega. Xiiiii, eu já sabia o final da noite, como seria.
Deixei ela livre, afinal ela realmente gostava do carinha idiota que tava beijando a outra. Mas cuidei para que nada de pior acontecesse.

Começamos então a beber. Ela cerveja, quente, diga-se de passagem.
Eu, água gelada, já que ninguém compra água e ela fica por mais tempo no gelo. Yes!!!

Lá pelas tantas, Nega me chamou para ir ao banheiro, eu fui e fiquei na porta esperando ela acabar o xixizéx.

Lembra quando descrevi o forró? agora multiplica por 10 e terá a real situação do banheiro. Pois é, o trem era feio. Demais por sinal.

Quando ela saiu, já tava meio que passando mau por causa do cheiro, mas ainda saiu toda felizinha, dançando e cantando.

Só que ela saiu de frente pra mim e eu não vi que ela estava com a saia por dentro da calcinha, mostrando metade da bunda. AUHAUHAUHAUHAUHAUHAUAH
Notei as pessoas olhando e rindo. Pedi que ela virasse e arrumei a saia.
Ela danou  chorar de novo. Tá todo mundo rindo de mim.
E eu pensei tá mesmo nega.
Mas acalmei ela, mais uma vez e seguimos na tentativa de ainda ARRASAR.

Ela dançou com uns 23 caras, mas permanecia olhando o carinha babaquinha beijando a outra.

Na décima vez que me chamou para ir ao banheiro, ela já estava completamente bêbada e não queria ir embora de jeito nenhum.
Entrei com ela dessa vez, para poder ajudar, porque mau parava em pé.
Eu repetia:  Não senta, não senta, não senta.. Puft, sentou, droga.

Ela não queria levantar, se entregou ali, naquele banheiro imundo.
Pra acabar de completar, o celular dela caiu no chão, BEM LIMPO, com milhares de DNA´s de pessoas que nós nem conhecíamos.

Tirei ela de lá, com ajuda de um amigo. Chegamos em casa, arrumei a cama pra ela, dei um banho sabido e fomos dormir.

Dez minutos de sono se passaram, escuto a porta batendo e Nega no banheiro.

Eu perguntei: Tá tudo bem?
Ela respondeu: Aham, tô só lavando o celular
Lavando o queeeeeeeeeeee? Corri para tentar salva o pobre coitado, mas já era tarde.

Ela repetia: Amiga, tava sujo, caiu no banheiro, esqueceu?
Não Nega, não esqueci, mas precisava lavar? LA-VAR?

Foi bonitinho ver o cuidado dela, tirando o barrinho dos botões, com sabonete.
Depois secando com a toalha. 

Desisti de convencê-la que era errado lavar um componente eletrônico e voltamos para cama.

No outro dia, bem pela manhã ela me acorda aos berros.
Meu celular amiga, tá todo molhado. 

Nega, me acorda daqui um tempo e eu te conto tudo. 

Eu nunca ri tanto de uma situação. 
Por essas e outras, que decido não beber. 
Dia desses, bebi uns dois ou 3 copos pequenos de cerveja, fazia muito calor e cheguei em casa rindo á toda.
Minha mãe estranhou na hora e eu disse 'bebi lá no churrasquinho do pessoal'.
Lembrei que logo depois fui tirar a sobrancelha, mas não deu, porque não conseguia ficar com a cabeça parada.

Imagina se eu tomar um porre?

Não é pra mim, definivitamente. 

Beijo.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Gratidão.

Todas as fases difícieis da minha vida, tive pessoas que graças a Deus me ajudaram muito.
A minha família é base, obviamente, sempre deixei isso muito claro.
Eu, minha mãe e minha irmã, somos um belo tripé, que, aos trancos e barrancos da convivência, nos fortalecemos, nos defendemos e nos amamos. Ao nosso modo, mas amamos. E muito.

Eu carrego comigo muita gratidão e lembranças boas dessas pessoas. 
E hoje conversei com uma grande amiga, Andressa Bonfim. 

A Andressa é assim, pra mim, sem palavras, sem ter como manifestar o amor que eu sinto por ela. 
Educada, bonita, sincera e muito amável.
Com ela eu sou eu de verdade, a gente se entende e se admira.
Ela casou recentemente com o Alexandre, que também se tornou um amigão, do tamanho dele. 

Ela tem uma familia maravilhosa também e um irmãozinho que é um petisco. Beijo Gian. :D
A mãe dela, a Cleide, se tornou pra mim, nesse ultimo tempo em Rondônia, um esteio, um porto seguro, uma tábua se salvação. E eu senti que ela fez como uma mãe faria a uma filha.
Me olhava de um modo terno e com muito amor. 
É um mulher bonita, forte, daquelas que não se faz mais hoje em dia.
Uma mãe de familia como poucas. Joga futebol e anda de moto como ninguém, acho que até melhor que muito homem. Agora passou num concurso público e é enfermeira de um hospital que deve ficar uns 140 km da casa dela. E, duas vezes por semana ela percorre esse caminho de moto. Não é bacana?
Ela era minha cliente fiel e acho que gostava. Bom, ela sempre me dizia isso.
Num momento meio complicadinho da vida dela eu estive lá, não queria ver ela chorando, de jeito nenhum.
Mas graças a Deus, foi só um ventinho que passou, agora já está tudo bem de novo.

E o seu João? Penseeeee num cabra empreendedor, articulado, com uma retórica incrível. 
É empresário e um ótimo administrador. Eles são católicos e levam a sério. Vão regularmente a igreja e ele ainda tem umas leituras que faz lá.
Quando trabalhei no posto, passava de madrugada para ir trabalhar e lá estava o João, correndo ás 5 da manhã. 
Cansava só de pensar na rotina dele, acordar esse horário, correr, depois trabalhar na empresa, depois a noite dar palestras. E ainda tem a igreja, que, quando desenvolve algum trabalho, festa ou evento, ele sempre é voluntário. Haja folêgo. 
É um homem integro, honesto e de boa índole, isso é fato.
Além de bonitão né Cleide? rs.

No meu coração, pra eles, eu só tenho gratidão, muita. Fazia da casa deles a minha. 
Eles me tratavam como filha e estar lá, era como estar aqui, perto da minha mãe.
Com a diferença que lá tinha o pai também, os dois juntos. :(
Eu matava a saudade de uma boa conversa, com conteúdo, comia boa comida e ainda ria demais. 

Eu amo todos vocês, do fundo do meu coração.
Eu precisava que todos soubessem o quanto, nesse momento da minha vida, vocês fizeram a diferença.
Uma familia verdadeiramente unida, religiosa e feliz. Saudade demais. 

Um beijo pra você Cleide outro pra você João e um bem grande pra você Gianzito. ^^

Andressa, negaaaaa linda da minha vida, que saudade, que saudadeeeee de andar de POP mil e 100 com você. UHAUAHUAHUAHUAHAUHAUHAUHAUHA
Te amo mil.
Saudade.
Alê, beijo. Saudade mala. 
Fui.

GabriAna, a Missão.

GabriaAna voltou moçada, cheia de novas QUESTÃS para a minha persona responder.
ENTONCE, simbora meu povo.
:D

Qual é a sua profissão?
R: Terminei o segundo grau com 17 anos e com a minha idade na época, não era fácil conseguir nada bacana e com salário razoável.
Decidi então fazer o que eu gostava.
Fui trabalhar de faz tudo num salão de beleza, aprendi o básico, nada muito aprofundado. Pintei cabelo, fiz escova, chapinha, depilei e fiz unha.
Como tudo que me proponho a fazer, modéstia a parte faço bem, optei por depilação e manicura. Sim, se escreve CURA.
É um ramo que dá grana, se você executar bem o serviço, com rapidez e higiene, você ganha clientes fácil, fácil.
Toda mulher, ou grande parte, se depila. E TODAS sem exceção fazem as unhas.
Existe aquela que não lixa, outra que não esmalta outra que não tira a cutícula.
Mas todas cuidam dos pés e das mãos.
Você é um profissional liberal, sem registro. Mas sempre no final do dia tem sua grana. Eu gosto. Demais até.

Que dica de manicura você daria pras pessoas?
R: Hidratar as mãos e pés é fundamental. Se você é do tipo que faz unha a cada 15 ou 20 dias, leve sempre um creme na bolsa para passar. Principalmente nas cutículas. Elas ficarão mais macias e menos visíveis.
Também não lixe os pés todos os dias, nem com força até sentir queimar.
Com o mesmo creminho, hidrate os pés e cada vez menos precisará lixar até cansar.
Eu sempre dou uma polida boa nas unhas das minhas clientes, tira a oleosidade da unha e o esmalte fixa melhor. Passo também uma base bem fininha.
Uso a técnica do dedinho, bem fácil. Você pinga uma gotinha de base e espalha com o dedo, ela fica fina e pronta pra receber outras camadas da sua cor preferida.

Gosta de futebol? Pra que time torce?
R: Numa escala de 0 a 10, acho que 7,5.
Como sou menina, não tive muita influencia do meu pai pra essas coisas futebolísticas. Acredito que aconteça mais com os machos ALFAS.
Meu pai é Guarani, minha irmã Palmeirense e minha mãe é Brasil. HAHA.
Eu sou Corinthiana, tenho tios Botafoguenses, São Paulinos e Flamenguistas.
Não existe uma linhagem estabelecida nesse sentido na família, apesar do fanatismo de cada um.
Eu gosto do espetáculo das torcidas, da interação que é um jogo de futebol.
Mas só sei quando é gol mesmo, quando filma a cara dos jogadores do time oposto, todo mundo tristinho. 
Ah, eu sei o que é pênalti também e quando eles protegem o saco é porque vão cobrar faltas. :D

O que faria pra mudar o mundo?
R: Todo mundo deve ter um plano pra mudar o mundo e eu não sou diferente.
Mas diante da balela política que ando assistindo, quando digo que vou anular meu voto, neguinho vem me afrontar dizendo que vou deixar o país na mão de qualquer um. Mas enfim.

O meu plano não é muito diferente dos que vejo por aí, nem tão ambicioso.
Seria bacanérrimo se voltássemos ao tempo de permutar, já pensou?
Mas como a diferença social é gritante não tem nem como.

É basicamente uma divisão justa de tudo o que temos, como uma enorme cooperativa. Onde o milionário vai ceder o mesmo tanto que o paupérrimo.
Mas pra isso, deve haver decência, honestidade e coração bom.
Difícil né?

Acho um absurdo, mesmo, de coração. A Igreja Universal, por exemplo, gastar sei lá, muitos milhões num templo para abrigar 10 mil pessoas, com ar condicionado, pedras de Israel e bla bla bla. Enquanto tem gente morando em barracas da defesa civil porque perdeu tudo numa enchente.
Tudo bem, uma ajuda espiritual cai bem nas piores horas da nossa vida.
Mas acho super, que ajudar faz um bem muito maior.
É muita grana, o suficiente pra comprar uma ilha, sei lá.

Não consigo ver um dinheiro bem empregado pra construir um templo de ostentação para outras religiões. Porque, que me desculpem os fanáticos religiosos, mas a Universal do Reino de Deus e o Bispo Edir Macedo, só querem com isso, bater de frente com a igreja católica, que tem espalhada pelo mundo inteiro, igrejas que são verdadeiros monumentos. Esculpidas com ouro e aquela coisa toda.
Aqui em Maringá mesmo, a Catedral é linda, enorme, e é o cartão postal da cidade.

Ele quer ser reconhecido por que criou a Igreja, o nome e tem uma legião de adoradores. O cara distribui camisinha nos cultos em Angola, recebe doação com maquininha de cartão de crédito e reproduziu os Jardins da Babilônia na casa dele.

Quer me convencer que é uma grana abençoada e bem distribuída?
É como a mega-sena. Mas a mega não é injusta porque é um jogo de azar.
Você se submete já sabendo que as chances reais são mínimas.

Acho muito triste, trocar grana por aconchego espiritual.
O cara ta lascado, perdeu o emprego, a mulher e a casa.
Procura a igreja, se torna “membro”, ora, chora e tudo. No primeiro mês, chega um mano lá e diz: “você tem que dar o dizimo.” Subentende-se 10 % de tudo o que o coitado ganha.
Não róla de dar nos primeiros meses porque ele tá apertado com as dividas e tals.
O cara começa a ser ignorado na igreja. 
Ninguém o trata como no inicio, parece que ele ta cagado.
O mano lá, chega nele de novo e diz, pô, você tem que acertar as “pendências”.
Olha só que esquisito. Você ta na igreja pra tentar se reerguer, pra tentar ser feliz e mesmo assim, ainda rola o SPC da Salvação?
Ou você acerta as tais pendências ou o teu lugar no céu já era.
Ta na bíblia? Claro que ta, mas tudo exige uma interpretação.

Decidi que vou ler a bíblia quando sentir necessidade, para sanar alguma duvida que me atormente como faço com tudo na vida.
Procuro obedecer ao máximo, mas aos olhos dos fanáticos não sou das mais puritanas.
Danço funk, falo palavrão e volta e meia brigo com a minha mãe.
O que é um pecado, eu sei.

O que está aprendendo agora?
R: A falar mais baixo, herdei a voz alta e o tom meio arrogante do meu pai, mas juro que não é proposital. É como algo que te faz lembrar uma pessoa que você ama muito.
Comprei umas maquiagens bacanas e to me maquiando todo dia, aprendendo, executando e lucrando. UHAUAHUAHUAHUAH
Aprendi também que no Paraná, faz mais calor que em Rondônia, juro.

O que quer para daqui a 10 dias?
R:Mega sena? Não né! Rs.
Ta, deixe-me pensar...
“Eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar.”
Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
É, eu apelei, confesso. Mas se pudesse mesmo escolher, queria um milhão de amigos, verdadeiros e leais.

E pra daqui a 10 anos?
R: Estar formada em direito, ter o meu santuário de cachorros, gatos, periquitos e afins. Uma casa amarela com janelas brancas e uma rede na varanda.
Eu queria um loft antes, mas mudei de ideia.
Quero poder ter a oportunidade de conhecer o Jô e o Silvio Santos.
Um abraço do AJ do Back Street Boys também me agradaria.
(sonho com isso desde os 12) UHAUAHUAHUAHUAHAUHAUH.

Fim.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Sister.

A minha irmã é mais nova que eu.  Tenho 23 e ela 19.
Não me lembro a ultima vez que ficamos 1 semana sem brigar.
Brigamos pelos mais diversos motivos, quase sempre banais.

Lembro direitinho quando ela era pequena, nasceu com uma manchinha no rosto e era linda.
Tinha cachinhos dourados e quando aprendeu a falar, me chamava de Táu, uma quase abreviação de Paula, acredito.
Somos completamente diferentes. Ela é muito mais paciente e meiga do que eu. 
Mas mesmo assim, são raros os momentos nos quais dialogamos sem conflito. Acho que é a diferença de personalidade que provoca isso.

Gostamos de roupas diferentes.
Eu adoro maquiagem e ela não.
Mas ama fazer chapinha no cabelo, coisa que não tenho a menor paciência.
Ela nunca tirou a sobrancelha e eu nunca fico sem tirar.
Ela usa aparelho e eu morro de medo de usar.

Mas temos muitas coisas em comum.
Somos inteligentes, modestas, amamos o Nino, nosso Pai e nossa mãe mais que tudo.
Gostamos de escrever e de jogar volei.

Sinto falta de ser a protetora dela e de ter uma relação mais amigável.
Talvez isso virá com o tempo, com mais tempo.
Lembro que quando alguém a chateava na escola, ela vinha me contar, como quem dizia: "Táu, vai lá e resolve".
E na maioria das vezes era isso mesmo que acontecia. Eu resolvia. :D
Uma vez ela chegou em casa chorando, dizendo que a vizinha tinha batido a cabeça dela no meio fio.
Eu fui lá, peguei a cabecinha da vizinha e fiz a mesma coisa.
Quando voltei pra casa ela tava rindo e dizendo que era mentira.
UAHAUHAUHAUHAUAHUAHUAHUAHUAHUAH

Eu acho a minha irmã demais, formamos uma bela dupla. 
E não por acaso, acredito que meus pais não poderiam querer duas filhas melhores. Apesar das brigas que tem em toda família, nós nos amamos e nos completamos.
Nunca pensei em ficar separada dela, tipo, morando em Tóquio e ela aqui.
Sempre penso em todos juntos, morando perto, criando seus filhos e sobrinhos.

Hoje fiz hidratação no cabelo dela, depois sequei.
Ela tem um cabelo lindo, bem grandão. Maior que o meu e eu tenho uma invejinha boa.
Me deu saudade de pegar ela no colo, humanamente impossível hoje, já que ela é bem maior que eu.
Beijo, amo vocês

Cáu na cadeira e eu segurando.

Eu com a Cáu no meu colo.
Manchinha na bochecha.

Eu mamando e Cáu.

Eu segurando o gatinho pra ela brincar.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Eu prometo.

Todos os dias me prometo mil coisas.
Mandar e-mails á velhos amigos, ligar para outros, me matricular na academia, andar mais a pé, beber menos refrigerante, dar mais banhos no meu cachorro, deixar de roer unha e assim vai.

Eu não sou muito de cumprir promessas. 
Pelo menos não as que são feitas á mim. 

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O show tem que continuar..

Me lembrei agora...

Conheci uma pessoa, uma mulher. 
E conversando, ela me disse que havia perdido o marido num grave acidente e que mau sabia como estava em pé novamente. 
Prestei muita atenção na história, pois, de longe não parecia tão abatida.
O preconceito que carregamos nos olhos é algo aterrorizante, mau conhecia ela e já pensei que estava feliz demais para quem tinha perdido alguém tão importante. 

Conversando mais, descobri que no mesmo acidente, ela perdeu um funcionário, que também era um grande amigo. Os dois morreram na hora. 

Ela repetia com frequência: Ele era o amor da minha vida, o homem que eu sonhei...
E de novo, eu não entendia como ela estava tão forte.

Perguntei a ela onde havia sido o acidente e quem pediu socorro ou socorreu.
Ela respondeu: foi na estrada para Curitiba, estava escuro e chovendo demais e o carro aquaplanou e saiu da pista.

Enfatizei: Mas á noite, na rodovia e chovendo? Quem pediu socorro?

E ela, com lágrimas nos olhos, respondeu.

A minha filha de 11 anos que estava no banco de trás.
Os carros que passavam viram a mãozinha dela acenando e pararam.
Ela conseguiu dar o telefone do pai biológico que avisou o restante da família. 

A mulher, bonita e bem arrumada, desmoronava ali na minha frente ao lembrar que, no mesmo dia em que perdeu o marido, amigo e companheiro que ela tanto sonhou, ganhou de volta a filha.

Ela disse uma frase que me fez perder todo o rebolado.

Não consegui chorar de tristeza vendo meu marido morto, chorei de felicidade porque vi que a minha filhinha linda estava viva.

O amor de mãe falou mais alto que o amor de mulher. 

Ela agora, reconstrói a vida ao lado da companheirinha que esperou por 9 meses. 
Um guerreirinha que lutou pela vida, conseguiu chamar ajuda antes de ficar em coma por 3 dias. 

Nunca mais vou pensar nada além do que as pessoas realmente me mostrarem. 
Os fatos falam por si só. Não precisam de mais interpretações.

As pessoas sofrem, mas nem por isso param para chorar ou mostram fraqueza.
É a vida. De fato, o mundo não para só porque você está triste.